Leite opta pela neutralidade na disputa presidencial
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), deverá manter uma postura neutra na atual disputa presidencial. A decisão ocorre após a derrota do vice-governador Gabriel Souza (MDB), seu sucessor, para o deputado federal Luciano Zucco (PL) no estado. Leite, que foi preterido pela direção do PSD para a candidatura presidencial, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que ainda tratará do tema com a cúpula partidária, mas indicou que não deve declarar apoio nem ao presidente Lula (PT) nem ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Desfecho eleitoral no Rio Grande do Sul
Os resultados do primeiro turno no Rio Grande do Sul evidenciaram a dificuldade do PSD e de Leite em emplacar um sucessor. Zucco, com apoio de Flávio Bolsonaro, conquistou 58% dos votos válidos, superando a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), que obteve 31%. Gabriel Souza, que recebeu o apoio do governador Leite, ficou em terceiro lugar, com 8%. A campanha do vice-governador não ganhou força suficiente para garantir sua continuidade à frente do governo estadual.
Contexto político e desafios de Leite
Impedido de concorrer a um terceiro mandato, Eduardo Leite tentou viabilizar uma candidatura presidencial no início do ano, participando das prévias do PSD. No entanto, foi superado pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Diante disso, decidiu permanecer no cargo de governador para manter controle da máquina pública e contribuir na campanha de Gabriel Souza.
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O governador enfrenta um histórico político estadual que dificulta a reeleição de governadores e a sucessão por aliados. Essa resistência quase impediu Leite de avançar para o segundo turno em 2022, quando disputava a reeleição contra Onyx Lorenzoni (PL) e Edegar Pretto (PT). Além disso, sua gestão foi alvo de críticas, especialmente após as enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul.
Derrotas e apoios no cenário regional
No Paraná, o governador Ratinho Júnior, também cotado para a disputa presidencial, viu seu aliado Sandro Alex (PSD) ser derrotado nas urnas. Sandro obteve 25% dos votos, metade dos 50% conquistados pelo senador Sergio Moro (PL-PR), vencedor da eleição estadual. Moro foi o palanque de Flávio Bolsonaro no estado, enquanto Ratinho Júnior e Sandro Alex mantinham distância, tentando equilibrar apoio entre Moro e Caiado.
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Após a derrota, Sandro Alex declarou publicamente voto em Flávio Bolsonaro, mas Ratinho Júnior não se posicionou diretamente. Em agosto, o governador chegou a afirmar que apoiaria o candidato que enfrentasse Lula no segundo turno, sem definir um nome específico.
