Feminicídio na Lomba do Pinheiro
Na noite de domingo, a professora e assessora pedagógica Priscila Rosa da Silva, de 41 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. O agressor, Eduardo Lopes dos Santos, de 43 anos, tirou a própria vida logo após o crime, segundo a Polícia Civil. Este é o 47º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul neste ano, um número que alerta para a urgência de medidas de proteção eficazes.
O contexto do crime e a proteção judicial
O assassinato aconteceu na casa da mãe da vítima, que presenciou toda a cena. Priscila e a mãe assistiam à televisão por volta das 21h, na rua José Vicente, quando o ex-companheiro invadiu o local e disparou contra a professora. O casal esteve junto por 19 anos e estava separado há cerca de seis meses. Priscila tinha conseguido uma medida protetiva de urgência em fevereiro, após sofrer ameaças constantes do ex-marido.
A delegada Fernanda Campos, da 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (2ª Deam), explicou que o agressor descumpriu a medida protetiva em outras ocasiões, mas como não houve registros formais em boletins de ocorrência, ele não foi detido. Essa falha na documentação dificultou a atuação da Justiça e da polícia, deixando a vítima vulnerável.
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Trajetória e legado da vítima na educação pública
Priscila Rosa da Silva era servidora concursada da Prefeitura de Viamão há 11 anos. Nos últimos seis anos, atuava como assessora na Secretaria Municipal de Educação (Smed). Anteriormente, trabalhou como professora na Escola Municipal de Ensino Fundamental Frei Pacífico, no distrito de Itapuã. A Prefeitura de Viamão divulgou nota lamentando profundamente a perda da servidora, ressaltando sua dedicação e contribuição para a educação pública local.
O caso destaca a necessidade urgente de fortalecer a rede de proteção às mulheres que sofrem violência doméstica, garantindo o cumprimento das medidas judiciais e o acompanhamento efetivo para evitar tragédias como essa. A morte de Priscila Rosa reforça o impacto devastador do feminicídio na sociedade e o desafio constante das políticas públicas de saúde e segurança em proteger vidas.
