Contexto da Eleição para o Senado em 2026
O processo eleitoral para o Senado Federal em 2026 ocorrerá em turno único, com votação marcada para o dia 4 de outubro. Serão escolhidos 54 senadores, renovando dois terços da Casa. Cada Estado elegerá dois representantes para o Congresso Nacional, incluindo o Rio Grande do Sul, que terá uma disputa acirrada entre 13 candidatos registrados até o momento.
A composição dos concorrentes no Rio Grande do Sul apresenta predominância masculina: apenas três mulheres disputam, o que equivale a 23,07% do total. Entre os postulantes, uma candidatura está atualmente impugnada, o que adiciona um elemento de atenção ao processo.
Perfil dos Candidatos e suas Trajetórias
Daniela Maidana da Silva (PSTU) é advogada e militante socialista revolucionária, conhecida por sua atuação no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo de Porto Alegre e na direção estadual da CSP-Conlutas. Sua candidatura integra a chapa de Rejane de Oliveira (PSTU), e ela não declarou bens ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).
Frederico Antunes (PSD), engenheiro agrônomo nascido em Uruguaiana, está em seu sétimo mandato na Assembleia Legislativa e atua como líder do governo de Eduardo Leite (PSD). Com experiência em cargos públicos desde 1992, ele declarou patrimônio de R$ 1.772.870,67.
Germano Rigotto (MDB), ex-governador do Estado e formado em Direito e Odontologia, iniciou sua carreira política na Assembleia Legislativa e foi deputado federal até assumir o Palácio Piratini em 2002. Seu patrimônio declarado soma R$ 4.840.775,85.
Luciano Schafer (UP), de Porto Alegre, participa da política há mais de dez anos, militando em movimentos sociais e coordenando ocupações urbanas. Seu patrimônio declarado é de R$ 3.300,00.
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Manuela D’Ávila (PSol), jornalista e escritora com mestrado e doutorado em Políticas Públicas, está na disputa pelo Senado na chapa de Juliana Brizola (PDT). Com experiência como vereadora, deputada federal e estadual, e candidata a vice-presidente da República, declara bens avaliados em R$ 1.376.384,43.
Marcel van Hattem (Novo), formado em Relações Internacionais, com especializações em Direito, Economia e Democracia Constitucional, iniciou sua carreira política em Dois Irmãos e atualmente está na Câmara dos Deputados. Seu patrimônio declarado é de R$ 1.319.313,00.
Milton Cardoso (PSDB), natural do Rio de Janeiro e criado em São Leopoldo, tem longa trajetória no jornalismo e agora entra na política. Seu patrimônio declarado é de R$ 36.200,00, composto por um automóvel.
Paulo Pimenta (PT), deputado federal e líder do governo Lula (PT), natural de Santa Maria, possui uma trajetória que inclui mandatos como vereador, deputado estadual e vice-prefeito. Seu patrimônio declarado soma R$ 1.871.110,97.
Regis Ethur (PSTU), professor da rede pública e ex-diretor do Cpers-Sindicato, está na disputa na chapa de Rejane de Oliveira (PSTU). Seu patrimônio declarado é de R$ 306.626,70.
Renato Jaguarão (Cidadania), poeta e compositor com experiência em gestão pública e assessoria parlamentar, compõe a chapa de Marcelo Maranata (PSDB) e não declarou bens ao TRE-RS.
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Impugnação e Controvérsia na Candidatura
Ricardo Jones (PCO), médico obstetra conhecido por defender a humanização do parto, teve sua candidatura impugnada pelo Ministério Público. Jones foi condenado pelo Tribunal do Júri da 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre pela morte de um recém-nascido em 2010, decorrente de um parto domiciliar sem atendimento médico adequado. A sentença prevê 14 anos de reclusão em regime fechado.
A defesa de Jones, por meio do assessor Pedro Burlamaqui, alega que o processo foi marcado por irregularidades, inclusive pela impossibilidade de apresentar peritos no julgamento. A defesa também afirma que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cancelou a condenação, permitindo que o candidato responda em liberdade. O Correio do Povo mantém a apuração do caso e atualizará as informações conforme novos desdobramentos.
Outros Candidatos e suas Propostas
Ubiratan Sanderson (PL), deputado federal e policial federal licenciado, é vice-líder da oposição ao governo Lula (PT) e atua em comissões ligadas à segurança pública e calamidades naturais. Declarou patrimônio de R$ 145.000,00.
Tânia Peres (UP), bióloga e servidora técnico-administrativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), integra movimentos sindicais e sociais. Seu patrimônio declarado é de R$ 129.917,48.
Esta eleição para o Senado no Rio Grande do Sul reúne um conjunto diversificado de candidatos, cujas trajetórias e direcionamentos políticos terão impacto direto na representação do Estado no Congresso Nacional. A disputa se configura como um momento decisivo para a política gaúcha, com reflexos institucionais e administrativos a serem acompanhados até o próximo pleito.
