Manifestação Nacional Contra a Escala 6×1
Na manhã de 10 de agosto, trabalhadores de diversas cidades brasileiras saíram às ruas para exigir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Em Porto Alegre, a mobilização iniciou na rodoviária e seguiu até o Palácio do Comércio, demonstrando pressão direta ao Senado Federal para que vote a proposta pendente.
Pressão Sindical e Trâmite no Senado
Organizada por centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mobilização coincide com o retorno das votações e atividades presenciais no Senado. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, porém, até o recesso parlamentar iniciado em 18 de julho, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não despachou a matéria para nenhuma comissão.
Cássio Bessa, diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), ressaltou a importância da mobilização: “O fim da escala 6×1 é um clamor da população brasileira, que não aguenta mais as rotinas estafantes e a sobrecarga de trabalho. Trabalhadores querem mais tempo para descansar e conviver com suas famílias. Precisamos seguir nesta luta e pressionar o Senado para que a proposta seja votada em breve”.
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Fonte: daquibahia.com.br
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Fonte: diretodecaxias.com.br
Resistências e Barganha Política
Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS, apontou que a mobilização dos trabalhadores é essencial diante da resistência de algumas categorias patronais. “Alcolumbre sabe que, se a proposta for colocada em tramitação, será aprovada por ampla maioria no Senado. No entanto, virou objeto de barganha e resistência da ‘casa grande’, que não quer que esse direito chegue à população. É um direito vantajoso para todos, inclusive para os empregadores”, afirmou.
PEC Alternativa da Oposição
Senadores contrários ao governo Lula (PT) apresentaram a PEC 12/2026, apelidada nas redes sociais de “escala 7×0”, como alternativa à proposta de fim da escala 6×1. Essa PEC propõe um regime flexível baseado em horas trabalhadas, com negociação entre empregador e trabalhador, e cálculo proporcional de salários e benefícios como FGTS, férias e 13º salário.
A proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça do Senado pelo presidente Davi Alcolumbre no mesmo dia em que foi protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República. Centrais sindicais e especialistas criticam essa medida, afirmando que enfraquece a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reduziria remunerações.
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Fonte: joinews.com.br
Ferramenta Digital para Pressionar Senadores
Para fortalecer a mobilização, a CUT desenvolveu a plataforma on-line “Na Pressão”, que permite ao público enviar mensagens diretas aos senadores por e-mail e redes sociais. Segundo a ferramenta, 41 senadores são contrários ao fim da escala 6×1, 18 estão indecisos e 22 apoiam a redução da jornada de trabalho no país.
