Torcida solitária, emoção compartilhada
Aos 43 minutos do segundo tempo, Isabel Cristóbal finalmente tirou as mãos do rosto, após vários minutos de tensão. No Gaúcha Sports Bar, em Porto Alegre, seu grito de comemoração teve o forte sotaque espanhol, embalado pela bandeira vermelha e amarela que a envolvia. Sozinha, mas conectada a milhares de pessoas do outro lado do oceano, ela vivenciava a classificação da Espanha à semifinal da Copa do Mundo, após uma vitória apertada de 2 a 1 sobre a Bélgica.
Confiança e apreensão durante o jogo
Estudante de jornalismo e intercambista na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Isabel manteve a confiança na equipe espanhola durante toda a partida. “Não fiquei com medo porque jogamos melhor a maior parte do tempo. Era só uma questão de tempo para marcar um gol”, afirmou. No entanto, a ansiedade era evidente: o olhar alternava entre a televisão e o celular, e as mãos buscavam o rosto mais de uma vez, revelando a tensão acumulada até o gol decisivo de Mikel Merino.
Nem toda a experiência foi de celebração imediata. Quando o goleiro belga Thibaut Courtois sofreu uma lesão e precisou deixar o campo, Isabel enfrentou um conflito interno. Fã do Real Madrid, lamentou a saída do jogador, que considera o melhor goleiro do mundo, mas reconheceu que sua ausência poderia facilitar a vitória espanhola. “Foi bom conseguir marcar um gol, mas fiquei com muita pena dele porque sou muito fã”, destacou.
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Projeções para a semifinal e confiança renovada
Antes do jogo, Isabel já havia apostado em um resultado apertado de 2 a 1, mesmo com a Espanha chegando às quartas de final sem sofrer gols. O placar se confirmou nos minutos finais, graças a Merino, que repetiu seu papel decisivo, assim como na partida contra Portugal.
Com a vitória garantida, o foco se volta agora para a semifinal contra a França, marcada para a próxima terça-feira em Dallas. Apesar do favoritismo francês, Isabel destaca a força da equipe espanhola, lembrando que a última decisão entre os dois times, na Eurocopa de 2024, foi vencida pela Espanha. “É um rival muito forte, mas não tenho medo. Acredito que podemos vencer e voltar a uma final de Copa do Mundo”, declarou com confiança.
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Ao arriscar um novo palpite, ela sorri e sugere: “Pode ser 2 a 1 de novo?”. A milhares de quilômetros de sua terra natal, Isabel mantém a esperança de que a bandeira vermelha e amarela volte a ser hasteada no Gaúcha Sports Bar, celebrando mais vitórias da Espanha antes de retornar ao seu país.
