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    Tecnologia

    Brasil investe R$ 1,06 bilhão em supercomputador de IA no Rio Grande do Norte

    Renato SouzaPor Renato Souza21/08/2026Nenhum comentário3 min de leitura
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    Brasil investe R$ 1,06 bilhão em supercomputador de IA no Rio Grande do Norte
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    Supercomputador de IA no Rio Grande do Norte

    O governo federal confirmou a aquisição de um supercomputador voltado para inteligência artificial (IA) que será instalado no Rio Grande do Norte, com investimento superior a R$ 1 bilhão. A máquina ficará no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Macaíba, região metropolitana de Natal, e promete colocar o Brasil entre os países com maior capacidade de processamento em IA.

    Com performance estimada em 7.200 petaflops — o que equivale a cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo —, o equipamento estará entre os dez supercomputadores de IA mais potentes do mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o projeto durante evento focado nos investimentos brasileiros na área, dentro do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O financiamento vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

    Capacidade computacional muito superior ao atual

    Para dimensionar a novidade, o supercomputador atual mais potente do país, o Santos Dumont, localizado no Rio de Janeiro, opera com cerca de 27 petaflops. Isso significa que o novo equipamento terá uma capacidade centenas de vezes maior, o que representa um salto significativo na infraestrutura nacional de computação.

    O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) será responsável pela execução da infraestrutura, que terá uso compartilhado por empresas, universidades, instituições científicas e órgãos governamentais. O objetivo é apoiar o treinamento de modelos de IA, pesquisas avançadas e o desenvolvimento de novas aplicações tecnológicas.

    Leia também: Lula reforça apoio a Cadu como futuro governador do Rio Grande do Norte e destaca avanços no Estado

    Leia também: Seminário em Belém discute como tecnologia pode ampliar acesso à Justiça

    Fonte: belembelem.com.br

    O cronograma prevê que o supercomputador esteja em operação até o final de 2027, ampliando a autonomia tecnológica do país.

    Redução da dependência tecnológica externa

    A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que atualmente cerca de 60% do processamento relacionado à IA brasileira ocorre no exterior. A instalação do equipamento no Nordeste faz parte de uma estratégia para transferir parte dessa capacidade para solo nacional, aumentando a soberania tecnológica e facilitando o acesso de pesquisadores e empresas a recursos computacionais avançados.

    O edital de compra contemplará contrapartidas como transferência de tecnologia, capacitação profissional, pesquisa e desenvolvimento, além de incentivar fornecedores brasileiros. Estima-se a formação de aproximadamente 5 mil profissionais especializados em IA nos próximos cinco anos, fortalecendo a base técnica do país.

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    Fonte: aquidesalvador.com.br

    Leia também: Palpite para Argentina x Cabo Verde: Messi e sua força avassaladora em campo

    Fonte: jornalvilavelha.com.br

    Escolha estratégica por energia renovável e descentralização

    A decisão por Macaíba levou em conta não apenas critérios tecnológicos, mas também a necessidade de descentralizar investimentos de alta tecnologia e combater desigualdades regionais. O Rio Grande do Norte destaca-se como polo de geração de energia eólica, o que é estratégico para manter a operação de uma infraestrutura que exige grande consumo de eletricidade.

    Assim, o projeto alinha a expansão da capacidade computacional brasileira com o uso de matriz energética renovável, reforçando o compromisso com sustentabilidade.

    Desenvolvimento de chips com arquitetura aberta

    Além do supercomputador, o governo brasileiro busca reduzir a dependência em tecnologias proprietárias no setor de semicondutores. O desenvolvimento de chips baseados na arquitetura aberta RISC-V faz parte dessa estratégia, envolvendo uma cooperação internacional com cerca de 70 países. O horizonte para esse projeto é de 10 a 15 anos, visando ampliar a pesquisa e produção tecnológica nacional em áreas estratégicas como inteligência artificial e computação de alto desempenho.

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    Renato Souza

    Renato Souza assina a cobertura de tecnologia no portal Tcheagora, com atenção aos temas que impactam Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Sua biografia editorial será refinada assim que a geração assistida estiver disponível.

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