Torcida se movimenta pela estreia brasileira na Copa do Mundo
A seleção brasileira entrou em campo para sua estreia na Copa do Mundo 2024, enfrentando Marrocos no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, e ficou no empate que, apesar de não ser a vitória esperada, não diminuiu a mobilização dos torcedores em Porto Alegre. Pelas ruas da Capital, o verde e amarelo dominou, com bandeiras, camisetas e televisores ligados em diversos pontos, desde bares até estabelecimentos menos convencionais, como borracharias.
Nos bairros de Bom Fim e Cidade Baixa, o clima habitual de torcida tomou conta dos jovens que, em pé na frente dos bares, acompanhavam o jogo enquanto aproveitavam a cerveja ou o vinho. Um dos protagonistas do Mundial, o atacante raphinha, natural de Porto Alegre, era motivo de orgulho local.
Raphinha cria conexões fortes com sua comunidade
Cria da Restinga e camisa 11 da Seleção e do Barcelona, Raphinha não esquece suas raízes. Junto com a esposa, Natalia Belloli, ele organizou “fan fests” em dois pontos da cidade: um no bairro onde cresceu e outro na Vila Maria da Conceição, região ligada à influenciadora Natalia.
Na Restinga, a Praça Edemilson Claudinei Pereira da Silva, conhecida como “campo de trás do Super Kan”, recebeu uma estrutura completa com tenda, telão, assentos, banners do jogador e lanches gratuitos, como crepes, pipoca e refrigerante. Mais de cem pessoas estiveram presentes, vibrando a cada lance de Raphinha em campo.
Edson Ferreira, 59 anos, morador do bairro e que treinou o atacante na base do time varzeano Monte Castelo, afirmou: “A gente torce pela Seleção, claro, mas principalmente para que o Raphinha tenha uma ótima Copa. Ele sempre chamou atenção, era fominha de bola”.
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Apesar do clima frio e do campo molhado, crianças brincavam de jogar bola na praça, enquanto os pais observavam esperançosos, imaginando se um novo talento surgiria dali. Michele Barbosa, 30 anos, barista e mãe de alguns desses garotos, destacou a importância da presença de Raphinha na comunidade. “Ele saiu da Restinga, mas a Restinga nunca saiu dele. Sempre faz ações pela comunidade, como no último Natal, quando entregou uma mochila para meu filho Breno, que tem hiperfoco em futebol. Foi um momento emocionante”, contou Michele.
Sentimento de amizade e pertencimento impulsiona a torcida
Kevin Padilha da Rosa, eletricista de 30 anos, vestia uma camiseta verde e amarela com o número 11 e o nome de Raphinha. Ele falou sobre a admiração pessoal pelo jogador e a importância da ação realizada na Restinga. “Ele é meu amigo e montou essa estrutura linda para a gente. O orgulho de vestir essa camisa é enorme, sabendo que ele superou desafios e conquistou o mundo”.
Alexsandra Padilha, braço direito na organização dos eventos Copa RNB, explicou que o objetivo é resgatar o orgulho e o patriotismo pela Seleção Brasileira, perdidos em algumas campanhas anteriores. “Raphinha entendeu que esse sentimento precisa voltar. Por isso, ele reuniu a comunidade para torcer unida. Queremos que os brasileiros se orgulhem da Seleção novamente”, afirmou.
Harmonia reúne milhares em festa esportiva e cultural
No Parque Mauricio Sirotsky Sobrinho, popularmente conhecido como Harmonia, a Arena nº 1 reuniu mais de 10 mil pessoas para acompanhar o jogo e participar dos shows musicais. O espaço foi um ponto de encontro para quem buscava a energia coletiva da Copa.
Aislym Toledo, 24 anos, e Júlia Maciel, 22, estudantes e amigas, acompanharam a partida em meio à multidão. Apesar do frio e do cansaço, vibraram em cada jogada e defenderam a importância de espaços públicos para celebrar a Copa do Mundo. “Em casa, não tem essa atmosfera, essa vontade de abraçar um desconhecido no gol. Só com a Seleção isso acontece”, comentou Aislym.
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Júlia acrescentou que a festa, sem cobrança de ingresso, incentiva a participação popular. “É muito bom ter essa oportunidade de sair de casa e viver a Copa junto com outras pessoas”.
Torcida mantém a esperança mesmo com empate
Mesmo com o empate no placar, o engenheiro físico Marcelo Pinheiro de Menezes, 33 anos, demonstrou entusiasmo ao soprar sua vuvuzela no meio do parque. Para ele, o resultado não diminui a paixão pelo time.
“Sou torcedor fiel e vejo todos os jogos. Gosto de sair e sentir essa emoção com as pessoas. Estou aqui com amigos e isso é muito especial”, afirmou. Marcelo usava uma camisa vermelha, uma versão alternativa da Seleção que não é oficial, mas que, segundo ele, combina com a equipe e seu próprio time de coração, o Internacional.
Tabela e próximos passos da Seleção na Copa do Mundo
Com o empate na estreia, o Brasil encara os próximos desafios da fase de grupos com a necessidade de somar pontos para avançar. A torcida de Porto Alegre, assim como em toda a cidade, segue unida, vibrando por Raphinha e seus companheiros, e esperando que o time conquiste vitórias que tragam orgulho e esperança para o país.
