CEITEC reativa produção de chips avançados e impulsiona a indústria local
A visita da ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, ao Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), em Porto Alegre, marca um momento decisivo para a soberania tecnológica brasileira. A ministra acompanhou a instalação de equipamentos de última geração para a fabricação de chips de carbeto de silício (SiC), tecnologia essencial para a transição energética e a mobilidade elétrica.
Essa retomada representa a virada de uma estatal que esteve à beira da extinção e agora se reposiciona no centro da política industrial nacional. Os R$ 220 milhões destinados à CEITEC fazem parte dos R$ 8,4 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), via Finep, aplicados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) do Governo Lula para fortalecer o ecossistema científico, tecnológico e industrial do Rio Grande do Sul no período de 2023 a 2026.
CEITEC na vanguarda da transição energética
Com o novo maquinário, a CEITEC já alcança cerca de 50% da execução física do seu plano de reestruturação para produção comercial de chips. A aposta no carbeto de silício posiciona a fábrica gaúcha como protagonista da inovação em componentes de alta potência, fundamentais para inversores eólicos e solares, veículos elétricos e híbridos, além de equipamentos médicos avançados.
Ao mesmo tempo, a fábrica retomou a produção de chips RFID, reforçando que o investimento público recupera patrimônio nacional e insere o Brasil no mapa global da microeletrônica.
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Recursos ampliam inovação em empresas e universidades do Rio Grande do Sul
O orçamento gerenciado pela Finep no estado também apoia o programa Nova Indústria Brasil (NIB) e linhas de crédito para inovação e emergências. Isso beneficia diretamente empresas, startups e instituições de pesquisa.
Entre as empresas contempladas está a Pix Force, de Porto Alegre, referência em visão computacional e inteligência artificial aplicadas à indústria. A empresa recebeu subvenção para ampliar soluções de automação visual. Outra beneficiada é a Instor Projetos e Robótica, também de Porto Alegre, que desenvolve sistemas autônomos para ambientes industriais de alto risco.
Startups e empresas do setor de semicondutores e design houses instaladas em parques tecnológicos, como o Tecnopuc (PUCRS) e Tecnosinos (Unisinos), recebem recursos para criar circuitos integrados e sensores para Internet das Coisas (IoT). Além disso, indústrias de máquinas e mobilidade do setor agroindustrial obtêm financiamentos para descarbonização e modernização de frotas e equipamentos agrícolas.
Universidades e centros de pesquisa reforçam desenvolvimento tecnológico
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desempenha papel central nas parcerias com a CEITEC para o desenvolvimento da microeletrônica. Também foi beneficiada em chamadas públicas para restaurar laboratórios e programas de pós-graduação afetados por cheias recentes.
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Parques tecnológicos e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) do Rio Grande do Sul acessam recursos para acelerar deeptechs em áreas como saúde, biotecnologia e energias renováveis, por meio do FNDCT.
A agenda da ministra Luciana Santos em Porto Alegre evidencia que a retomada econômica do estado depende da capacidade produtiva de alto valor agregado. O investimento na CEITEC é parte de uma estratégia integrada que injeta bilhões em ciência, inovação empresarial e formação qualificada no Rio Grande do Sul.
Ao unir apoio direto a empresas locais, parcerias com universidades e a recuperação da única fábrica de semicondutores da América do Sul, o Governo Federal reforça que o futuro da indústria e da soberania tecnológica brasileira passa pelo Rio Grande do Sul.
