Imigrantes acompanham drama de longe após terremotos na Venezuela
Moradores venezuelanos que vivem em Novo Hamburgo acompanham com apreensão as notícias que chegam da Venezuela após o duplo terremoto que atingiu o país vizinho na noite de quarta-feira (24). A sequência de tremores teve início com um abalo de magnitude 7,2 na escala Richter, seguido por outro ainda mais forte, de 7,5, sentido inclusive na capital Caracas. O território afetado faz fronteira com o Brasil pelos estados de Roraima e Amazonas.
Entre os imigrantes está Katteryne Marcano, de 32 anos, residente no bairro Santo Afonso. Natural de Puerto Ordaz, estado de Bolívar, ela vive em Novo Hamburgo desde 2021, após atravessar a fronteira brasileira por Roraima. Katteryne mora ao lado da mãe com seus três filhos e mantém contato constante com familiares na Venezuela, incluindo sua tia, o marido dela, dois sobrinhos, além de familiares distantes como os meios-irmãos de seus filhos, que ficaram no país natal.
Preocupação e solidariedade na comunidade local
O filho mais velho de Katteryne, Geremy, conquistou uma bolsa de estudos na Escola de Aplicação Feevale este ano, pelo projeto Futsal Social, promovido pela União Jovem do Rincão (UJR), Universidade Feevale e Prefeitura de Novo Hamburgo. Apesar dos avanços no Brasil, a angústia permanece. “Temos muitos conhecidos que estão passando por essa situação, e ficamos muito nervosos porque não sabemos exatamente o que está acontecendo lá”, relata Katteryne.
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Segundo ela, sua tia, de 66 anos, sofreu perdas materiais importantes como freezer e geladeira, e ficou sem luz após os tremores. “Ela ficou nervosa, começou a gritar e não sabia o que fazer naquele momento”, conta. Apesar de não ter se ferido, a distância de 12 horas entre a cidade dela e o epicentro impede o reencontro imediato. “A gente só pensa nisso. Gostaríamos de poder trazê-la para cá, mas, no momento, não é possível”, desabafa.
Além dos familiares próximos, Katteryne menciona uma conhecida que morava em Caracas e atualmente está no Peru. O apartamento dela foi destruído, e ela tem passado por momentos difíceis. “Ela só chora”, comenta.
Brasil atua para apoiar vítimas do terremoto
Em resposta ao desastre, o Ministério da Saúde do Brasil mantém contato direto com autoridades venezuelanas para enviar insumos e equipes de apoio ao país vizinho. Até as 14 horas de quinta-feira (25), os números oficiais indicavam 164 mortos e 970 feridos. No entanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos alerta para a possibilidade de mais de 10 mil vítimas, dado o impacto do duplo tremor.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br
A situação na Venezuela segue sendo monitorada de perto pela comunidade local em Novo Hamburgo e pelas autoridades brasileiras, que se colocam à disposição para colaborar com a assistência humanitária necessária.
