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    Home»Política»Desafio de Gabriel Souza no RS Frente à Polarização Atual
    Política

    Desafio de Gabriel Souza no RS Frente à Polarização Atual

    Paula Nunes MeloPor Paula Nunes Melo09/08/2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Desafio de Gabriel Souza no RS Frente à Polarização Atual
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    O Cenário Político Gaúcho e a Polarização

    O Rio Grande do Sul, conhecido por sua intensa polarização política muito antes do fenômeno ganhar projeção nacional, enfrenta novamente um cenário eleitoral marcado por divisões que refletem os principais embates do Brasil. Nas pesquisas atuais, dois nomes aparecem como protagonistas das correntes políticas brasileiras: o bolsonarismo e o lulismo.

    Na liderança estão o tenente-coronel Zucco (PL), que representa a vertente bolsonarista, e Juliana Brizola, candidata do PDT com apoio do PT. Gabriel Souza, candidato do MDB e atual vice-governador do estado, apoiado por Eduardo Leite, aparece em terceiro lugar, seguido por Marcelo Maranata, do PSDB.

    Gabriel Souza e o Desafio de Quebrar a Polarização

    Gabriel Souza, de 42 anos, é o nome que tem maior potencial para romper essa polarização. Militante do PMDB/MDB desde a adolescência e formado em veterinária, ele abandonou a profissão ao ser eleito deputado estadual em 2014, sendo reeleito quatro anos depois. Sua projeção aumentou a partir da eleição passada, quando se aliou a Eduardo Leite, embora tenha sido adversário dele inicialmente.

    Como líder do então governador José Ivo Sartori (MDB) na Assembleia Legislativa, Gabriel e seu partido foram derrotados por Leite em 2018. A aliança posterior fez com que Gabriel conquistasse a vice na chapa de Leite, decisão que dividiu o MDB, que pela primeira vez desde 1982 não lançou candidato ao governo do estado. A fragmentação levou muitos líderes do MDB a apoiarem Onyx Lorenzoni (PL), derrotado por Leite e Gabriel.

    Agora, em terceiro nas pesquisas, Gabriel Souza encara o mesmo desafio enfrentado por Ronaldo Caiado: superar a polarização que domina o País. Ele próprio afirma que já conseguiu romper esse cenário na eleição passada, quando a chapa de Leite avançou ao segundo turno superando o candidato petista por uma margem inferior a 2.500 votos.

    O maior obstáculo para Gabriel é ampliar seu reconhecimento entre o eleitorado. Cerca de 70% dos eleitores ainda desconhecem que ele é vice-governador, candidato da situação e aliado de Leite. Este último aspecto é crucial para que Gabriel se beneficie da boa avaliação do atual governo e da continuidade administrativa que promete.

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    Fonte: agazetadorio.com.br

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    Fonte: odiariodorio.com.br

    “À medida que eu ficar mais conhecido – e isso acontecerá naturalmente com o início da campanha –, é evidente que minha candidatura vai crescer”, declarou o candidato.

    O Perfil e a Estratégia de Zucco (PL)

    O tenente-coronel Zucco (PL), com 52 anos, é militar reformado e está em seu segundo mandato parlamentar. Ele surgiu na onda bolsonarista de 2018, elegendo-se deputado estadual pelo PSL com votação recorde de 166 mil votos. Em 2022, já pelo Republicanos, foi o deputado federal mais votado no Rio Grande do Sul, com 259 mil votos.

    Essa trajetória consolidou Zucco como nome forte para o Palácio Piratini. Ele conseguiu unificar o PL, partido que vinha dividido desde a eleição passada, quando Onyx Lorenzoni – uma das referências bolsonaristas e hoje no PP – liderou o primeiro turno, mas perdeu a disputa final para Leite e Gabriel.

    Além disso, Zucco atraiu o apoio do PP, contando com a influência do clã Covatti. Vilson Covatti, patriarca da família, ocupou cargos executivos no governo Leite e, apesar de o partido ter migrado para a oposição, mantém forte presença política. Seus filhos e esposa também ocupam cargos e mandatos, incluindo Silvana Covatti como vice na chapa de Zucco.

    Enquanto isso, líderes do PP ligados a Leite, como os deputados Ernani Polo e Frederico Antunes, migraram para o PSD e apoiam a candidatura de Gabriel. Polo é vice na chapa de Gabriel e Antunes concorre ao Senado, junto com Germano Rigotto, ex-governador do MDB.

    O Embate com Juliana Brizola (PDT)

    O principal adversário de Zucco é Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola, figura histórica do trabalhismo no Brasil. Juliana, com 50 anos, tem uma trajetória política que inclui três mandatos como deputada estadual e três derrotas para a prefeitura de Porto Alegre. Seu maior capital político é o sobrenome Brizola, que não vence eleições majoritárias desde 1990.

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    Fonte: aquiribeirao.com.br

    Ela tenta reverter esse quadro e conquistar o governo do Rio Grande do Sul, contando com o apoio do PT e uma aliança construída em nível nacional entre os presidentes do PDT, Carlos Lupi, do PT, Edinho Silva, e o próprio Lula. Essa negociação resultou na retirada da candidatura de Edegar Pretto, que agora é vice de Juliana.

    Os candidatos ao Senado da coligação são Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL). Na chapa de Gabriel, disputam o Senado Germano Rigotto e Frederico Antunes, enquanto Zucco apoia Marcel Van Hatten (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL).

    A Situação do PSDB no Rio Grande do Sul

    O PSDB, partido vencedor das duas últimas eleições estaduais, apresenta cenário difícil neste pleito. O candidato Marcelo Maranata, prefeito reeleito de Guaíba que renunciou ao cargo para disputar o governo, tem pouca história no partido, tendo sido filiado ao PDT até o ano anterior.

    Marcos Martinelli, experiente em campanhas gaúchas, destaca que as eleições no Rio Grande do Sul vêm apresentando mudanças importantes, como a possibilidade de reeleição de governadores, algo que aconteceu pela primeira vez em 2022 com a vitória de Eduardo Leite.

    Martinelli também observa que, ao contrário de outras regiões do país, o Rio Grande do Sul não tem a tradição de dinastias familiares dominando cargos públicos de destaque. No entanto, ele acredita que o fator mais decisivo para o pleito será o aumento da abstenção, reflexo do desinteresse do eleitorado diante da polarização nacional e da falta de propostas claras dos novos políticos e partidos.

    Comitê Disciplinar eleição Rio Grande do Sul Gabriel Souza MDB polarização política
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    Paula Nunes Melo

    Gosta de chegar cedo às sessões, audiências e reuniões em Porto Alegre para ouvir o que é dito no microfone e, principalmente, o que fica só no corredor. Em seus textos, organiza as decisões, os bastidores públicos e as consequências práticas para que o leitor entenda quem decidiu o quê, por que isso aconteceu e como isso bate no dia a dia.

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