Abel Ferreira questiona critério de convocação na seleção brasileira
Após a vitória do palmeiras sobre o Remo pelo brasileirão, o técnico Abel Ferreira provocou o flamengo e levantou uma discussão sobre a lista de convocados da seleção brasileira. Ele ressaltou que, segundo a última convocação feita pelo técnico Carlo Ancelotti em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), nenhum jogador do Palmeiras e do Flamengo foi chamado, decisão que, segundo ele, visa não prejudicar a disputa pelo título nacional.
Abel destacou a peculiaridade da situação: “Quantos jogadores para a Seleção Brasileira foram convocados do Palmeiras na última? Nenhum? Então eu posso perguntar que os jogadores do Palmeiras é que foram convocados nas últimas que agora dispensaram. Porque na última não foi nenhum convocado, certo? Eu particularmente não gostaria de ouvir dizer que: ‘Não vou convocar os jogadores do Palmeiras’, quando já antes não convocavam. Já falei que o Brasileirão é um campeonato especial e que há muitos fatores que definem e determinam a sequência. Um deles é esse”, afirmou o treinador.
Contexto das convocações e impacto nas equipes
O treinador também ressaltou que o Brasil optou por não convocar três ou quatro atletas do Flamengo, enquanto do Palmeiras nenhum foi chamado. Ele ainda citou as seleções da Argentina e Paraguai, que convocaram jogadores de seus elencos, o que dificulta o aproveitamento desses atletas pelo Palmeiras na reta final do campeonato. “O Brasil decide não convocar três ou quatro jogadores do Flamengo, porque do Palmeiras não foi nenhum. Estes são fatos. E a Argentina, com todo o direito, porque é assim que tem que ser, decide convocar dois ou três. O Paraguai decide convocar dois ou três. Este Paraguai, como vocês sabem, também nós não vamos contar com eles”, completou.
Abel questionou a justiça desse cenário para uma equipe que luta pelo título do Brasileirão: “E eu pergunto a vocês se parece justo uma equipe que está lutando pelo Brasileiro, pelo Brasileirão, haver seleções que dispensam os jogadores e haver outras que os levam para o outro lado do mundo”.
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Desempenho no Brasileirão e próximos desafios
Com a vitória sobre o Remo, o Palmeiras segue firme na disputa pelo título, ficando a apenas três pontos do Flamengo, que lidera a competição com 76 pontos, enquanto o Alviverde soma 73. Abel reconhece a força do rival, destacando a consistência do Flamengo: “O Flamengo tem sido muito consistente nesta competição. E a prova disso é que estamos atrás deles. Não tem como. E a verdade, eu acho que mesmo ganhando aqui em casa, eles continuam a depender deles. Portanto, eu mentiria se não dissesse que têm tudo para poder ganhar esta competição. Mentiria. Tudo e mais alguma coisa”.
Sobre a diferença entre os times, Abel ressaltou que o investimento financeiro não é o único fator: “Se fosse pelo dinheiro e investimento, o Flamengo era sempre campeão. Porque é o clube que mais investe. É o clube que mais contrata. E quando falamos de jogadores a custo zero, quem está no futebol sabe que não há jogadores a custos zero. E não é o caso. […] Não é assim que funciona. A diferença está na consistência. É isso que faz a diferença”.
Gestão do elenco e filosofia de jogo
Abel também comentou sobre a escalação e o desempenho do volante Maurício, que tem sido destaque. Ele esclareceu que a escolha dos jogadores não é feita por nomes, mas pelo rendimento: “Eu preciso é perceber quem é dos outros eu vou tirar. Ele não. Futebol é rendimento para todos. Já disse que comigo não é o nome que joga. É rendimento. Ele já jogou, já ficou de fora, como todos os outros. Já jogou o Marlon, já ficou o Andreas de fora. Agora jogou o Andreas e o Marlon e ficou o Lucas de fora. Eu não jogo só com 11 jogadores. Eu sei que vocês gostam muito de titulares. Eu vou-me repetir. Eu não gosto muito de falar de titulares […] E o Maurício é uma opinião. Com o rendimento que está tendo, a forma como está jogando, como está criando, eu tenho de perceber quem é que vou tirar dos outros. Não é ele”.
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Sobre o Palmeiras, o técnico rejeita a ideia de obrigação de título: “Para mim dá-me tanto trabalho ganhar uma Libertadores como ganhar um Paulista. Embora muitos de vocês, quando eu ganho Paulista, nem querem valorizar. Mas eu não escolho. Uma atitude campeão é isto. Um campeão não escolhe nem competição, nem adversário, nem jogos. Escolhe apresentar-se na arena e do primeiro ao último minuto dar o máximo. E é isso que eu peço aos meus jogadores e é isso que nós temos obrigação. Quando falam que o Palmeiras é obrigado a ganhar, não. O Palmeiras não é obrigado a ganhar. O treinador de Palmeiras não os obriga a ganhar, obriga a dar o máximo pelo símbolo e pelo clube que representam. E quem não fizer isso sabe que vai ter mais dificuldades em fazer parte deste grupo”.
Referência a Ayrton Senna e gestão da equipe
O técnico também citou uma analogia com o piloto Ayrton Senna para ilustrar sua filosofia de trabalho: “Imagina o treinador de Palmeiras que sou eu, o orgulho que tenho em treinar estes jogadores, que sabem que só há uma forma. É acelerar o máximo nas retas. É o que dizia o Ayrton Senna. Nas curvas que faz a diferença. Frear antes da curva na hora certa e acelerar à saída da curva na hora certa também. Porque se chegarmos à curva e só frearmos, também não vai funcionar. É preciso fazer as coisas na hora certa. E hoje correu tudo bem, mas o sentimento que tu tens, eu como treinador, sinto esse orgulho”.
Sobre a escalação, Abel explicou que escolheu os jogadores mais preparados para o confronto, mas enfatizou que o sucesso depende de todo o grupo: “Hoje jogaram de início aqueles jogadores que estavam mais preparados, mas eu não ganho os jogos só com os 11 iniciais. Eu ganho os jogos com os 11 iniciais e com os 5 que estão preparados para entrar. Às vezes é um centroavante, outras vezes é um zagueiro, outras vezes é um ponta, outras vezes é o volante. Por isso eu falo muitas vezes no todo, eu sei, mas a responsabilidade não é minha. Os 11 titulares, a responsabilidade não é minha. A FIFA é que diz que só podem jogar 11. Não sou eu. Porque por mim jogavam os 28. Mas a FIFA diz que só podem jogar 11 e entrar 5. Então eu tenho que gerir isso”.
