Inovação tecnológica no atendimento público
O Ministério da Saúde iniciou a estruturação do Novo Complexo de Saúde Inteligente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em uma cerimônia que contou com a presença do ministro Alexandre Padilha. O projeto visa modernizar e integrar a infraestrutura do Hospital Fêmina, Hospital Criança Conceição, Hospital Cristo Redentor e o Centro Obstétrico do Hospital Nossa Senhora da Conceição, com um investimento total de R$ 1,9 bilhão, em parceria com o BNDES.
Segundo o ministro Padilha, a iniciativa traz ao Brasil avanços globais em ultra conexão de equipamentos e o uso de inteligência artificial (IA) para facilitar o acesso dos profissionais de saúde aos dados dos pacientes em tempo real. “Na saúde, tempo é vida”, ressaltou, destacando que diagnósticos e tratamentos mais rápidos significam mais vidas salvas.
Estrutura integrada para ampliar o cuidado
O complexo será parte da rede de hospitais e UTIs inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com uma Emergência Inteligente que se conectará em tempo real ao SAMU. Protocolos automatizados e IA vão otimizar a gestão de leitos, exames e fluxos hospitalares. Padilha reforçou que, diferente de alguns países onde a tecnologia avançada está restrita a hospitais privados, o Ministério da Saúde lidera essa revolução tecnológica para ampliar o acesso via SUS.
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Fonte: parabelem.com.br
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Fonte: reportersorocaba.com.br
A reestruturação focará principalmente na saúde da mulher, no ciclo materno-infantil, na infância e adolescência, no atendimento a traumas agudos e em condições clínicas e cirúrgicas complexas. O modelo integrará assistência, ensino, pesquisa e inovação, com linhas de cuidado organizadas e tecnologias como internet das coisas, big data, telemedicina, monitoramento remoto e dispositivos médicos conectados.
Linhas prioritárias e aumento da capacidade
Dentre as linhas prioritárias estão a mãe-bebê/Rede Alyne, atendimento para crianças com doenças respiratórias, desenvolvimento infantil, oncologia pediátrica, assistência à mulher em situação de violência, trauma agudo, queimados e neurocirurgia. A estrutura oferecerá 750 leitos, com aumento de 200 leitos em relação à capacidade atual, além de 41 salas cirúrgicas equipadas para procedimentos robóticos, 120 leitos de recuperação pós-anestésica e duas salas exclusivas para queimados.
Essa ampliação permitirá ao GHC realizar procedimentos de alta complexidade, como cirurgias fetais, transplantes e cirurgias robóticas, ampliando a oferta de atendimentos especializados para a população.
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Fonte: agendapublica.com.br
Investimento e gestão do projeto
O aporte de R$ 1,9 bilhão está dividido entre R$ 69,7 milhões para projetos e serviços, R$ 1,2 bilhão para obras e R$ 526,4 milhões para aquisição de equipamentos, mobiliário e tecnologias médicas. O projeto faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos e será conduzido pelo BNDES, com apoio de um consórcio de consultorias especializadas, garantindo a implementação eficiente e alinhada às necessidades do SUS.
