Mobilização em Defesa da Saúde Pública
Na noite da quarta-feira (17/6), o Sindicato das Municipárias e dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) participou de um ato significativo em frente ao Centro Administrativo Municipal (CAM), reunindo trabalhadores da saúde, usuários do SUS, entidades sindicais, parlamentares e membros do Conselho Municipal de Saúde. O evento teve como objetivo denunciar a crise que afeta a rede municipal e os efeitos negativos da terceirização da Atenção Primária.
Pressão por Medidas Imediatas
Durante a mobilização, uma comissão composta pelo Simpa, outros sindicatos, parlamentares como Fernanda Melchionna (PSOL), Luciana Genro (PSOL), além dos vereadores Roberto Robaina (PSOL), Alexandre Bublitz (PT) e Jonas Reis (PT), e representantes do controle social, foi recebida pelo governo municipal. A diretora-geral do Simpa, Marília Iglesias, destacou a gravidade da situação da saúde em Porto Alegre, cobrando a implementação imediata de um plano de crise para evitar o colapso do sistema.
Marília Iglesias ainda ressaltou que a sobrecarga de trabalho e as equipes reduzidas já comprometem profissionais e a qualidade dos serviços em unidades de saúde, hospitais como HPS e HMIPV, além do PACS e do SAMU.
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Fonte: diretodorecife.com.br
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Fonte: londrinagora.com.br
Críticas à Terceirização e ao Modelo de Gestão
O Simpa alerta que a falta de planejamento e a manutenção do atual modelo de gestão agravam os desafios enfrentados pela população e pelos trabalhadores da saúde. A comissão também criticou a contratação de uma nova empresa para a gestão da Atenção Primária, que propõe cortes salariais entre 30% e 60% para os profissionais da área, o que pode provocar escassez de trabalhadores qualificados.
Segundo o sindicato, os terceirizados são os principais prejudicados pela falha da política adotada pelo governo Sebastião Melo, que tem optado por esse modelo que precariza o trabalho, gera insegurança para os profissionais e afeta o atendimento à população.
Reestatização Como Solução
Para o Simpa, a saída para superar a crise é a reestatização da Atenção Primária à Saúde. Marília Iglesias reforça que a escolha pela terceirização é uma decisão política do governo e que o modelo atual tem causado prejuízos significativos.
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Fonte: rjnoar.com.br
O sindicato permanece ativo na mobilização, exigindo providências imediatas da Prefeitura e defendendo investimentos, valorização dos trabalhadores e o fortalecimento do SUS público, estatal e de qualidade para todos os moradores de Porto Alegre.
