História da colonização resgatada em obra
A historiadora Dalva Reinheimer apresentou na noite de quinta-feira (7), no Centro Administrativo Prefeito Lauri Auri Krause, em Igrejinha, o livro “Igrejinha e os 180 anos da Colônia Santa Maria do Mundo Novo”. O lançamento faz parte das comemorações dos 180 anos da imigração alemã e detalha a trajetória da colonização iniciada na região em 1846.
A publicação começa pela fundação da Colônia Santa Maria do Mundo Novo, localizada às margens do antigo Rio Santa Maria, hoje conhecido como Rio Paranhana. Essa colonização foi o ponto de partida para a formação dos territórios que originaram os municípios de Taquara, Igrejinha e Três Coroas.
Contexto dos imigrantes e desenvolvimento local
Dalva explica que a motivação para escrever o livro surgiu com a celebração dos 180 anos da imigração alemã. A autora também detalha as condições difíceis enfrentadas pelos imigrantes antes da partida e as razões que os levaram a deixar a Alemanha.
“Eles viviam em pobreza, buscavam trabalho e uma vida melhor. Sem expectativa de retorno, chegaram aqui e dedicaram-se ao trabalho”, comentou Dalva.
A obra acompanha a evolução da colônia, desde a agricultura até as primeiras agroindústrias e manufaturas. Um foco importante é o processo de urbanização, especialmente a relação entre o crescimento de Taquara e a formação dos distritos que posteriormente buscaram autonomia administrativa.
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Emancipação e crescimento de Igrejinha
O desenvolvimento de Igrejinha recebe destaque na parte dedicada ao processo de emancipação. Segundo a autora, o avanço econômico de Taquara influenciou os distritos, fomentando o movimento pela emancipação de Igrejinha.
Após a criação do município, o livro traça um panorama dos cinco primeiros prefeitos e acompanha o progresso urbano e populacional da cidade.
Outro ponto relevante é a indústria calçadista, cuja chegada atraiu novos migrantes em busca de emprego. Dalva destaca as transformações sociais e econômicas geradas por esse setor em Igrejinha.
“Esse movimento trouxe uma nova configuração social e econômica, sempre marcada pela união”, afirmou.
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Vida comunitária e Oktoberfest como legado
A pesquisa também aborda aspectos da vida comunitária, como as ações diante das enchentes e as festas realizadas pela população. A narrativa encerra-se com a Oktoberfest de Igrejinha, símbolo da força do trabalho e do espírito comunitário.
“A Oktoberfest representa o esforço coletivo, a busca por lazer e a força da comunidade”, concluiu Dalva.
Após o lançamento, a autora participou de uma sessão de autógrafos que reuniu autoridades, moradores e interessados na história local.
Dividido em três partes, o livro percorre desde a chegada dos primeiros colonizadores em 1846, passando pela travessia e fixação das famílias no século XIX, até os processos de urbanização, emancipação e desenvolvimento econômico e social de Igrejinha.
