Documentário Arroio Pelotas estreia no Cine Nave
Na próxima quarta-feira (30), às 18h30, o Cine Nave recebe a exibição de “Arroio Pelotas – Margens, Vidas e Cores”, um documentário que traça um percurso pelas paisagens e histórias que cercam o Arroio Pelotas. O filme leva o público da foz, no Canal São Gonçalo, até a nascente, no interior de Canguçu, mostrando as diversas formas de viver e preservar esse curso d’água que é parte essencial da fundação de Pelotas.
Experiência que mistura cinema e gastronomia
O Cine Nave transforma o jardim do Restaurante Nave em uma sala de cinema ao ar livre, unindo sessão de filme, gastronomia e encontros. Com chope e comidas especiais sob o céu estrelado, a proposta é oferecer uma experiência única para quem quiser conhecer outras histórias. A sessão acontece na rua Antônio dos Anjos, 98, e não exige inscrição prévia. A roteirista e diretora Michele Ferreira destaca o potencial do documentário para contribuir como ferramenta pedagógica nas escolas, apresentando uma nova perspectiva sobre a formação da cidade.
Contexto histórico e legado cultural do Arroio Pelotas
Reconhecido como patrimônio cultural do Rio Grande do Sul desde 2003, o Arroio Pelotas foi fundamental para o desenvolvimento econômico e histórico da região. Sua ligação com o Canal São Gonçalo, a Lagoa dos Patos e o Porto de Rio Grande transformou a área em uma rota estratégica nos séculos XVIII e XIX. Às margens do arroio, cerca de 40 charqueadas movimentaram a economia e atraíram pessoas e riquezas, impulsionando o crescimento de Pelotas.
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O documentário vai além da economia e destaca a presença e a contribuição da população negra escravizada, que deixou marcas permanentes na religião, gastronomia, artes e arquitetura locais. O filme também aborda os desafios ambientais atuais envolvendo o arroio e mostra iniciativas que buscam ampliar a conexão da população com essas águas ancestrais.
Depoimentos e diversidade de vozes
Entre os 27 entrevistados, estão historiadores como Jonas Vargas, Lucio Menezes e Caiuá Al-Alam; o biólogo Giovanni Maurício; o cantor e compositor Eduardo Freda; a líder religiosa Mãe Gisa de Oxalá; as irmãs Simone e Patrícia Fernandes, responsáveis pelo projeto Caminhadas Ancestrais; o coreógrafo Daniel Amaro; integrantes do projeto Remar Para o Futuro; e a moradora da Vila da Palha, Noemi da Costa. A produção contou também com o trabalho dos jornalistas Paulo Rossi e Leandro Vieira, responsáveis pela captação de imagens, áudio e edição do filme.
